As novas versões da ISO 9001 e ISO 14001 estão introduzindo diversos novos conceitos sobre os quais é importante adquirir conhecimento.

1. Melhoria passa a ser um conceito bastante abrangente.
O DIS 9001 2014 apresenta uma Nota no requisito 10 – Melhoria que apresenta a abrangência do conceito. Melhoria pode ser reativa (por exemplo ações corretivas), incremental (melhoria contínua), mudança de patamar (“breakthrough”), criativa (inovação) ou re-organização (transformação).
Sua organização está preparada para reconhecer todas essas formas de melhoria? Ou o aprendizado ainda está muito centrado em melhorias incrementais e reativas?
 
2. Ações corretivas e preventivas
O Anexo SL (de 2012) já deixou de definir ações preventivas e a abordagem preventiva passa a se dar através da gestão dos riscos.
O DIS 9001 20014 avança um pouco essa questão, ao requerer ações de contenção para as não- conformidades, além da correção (10.2).
Esse é um conceito vital, para que se evite que uma dada não-conformidade se “espalhe” antes que as correções sejam implementadas.
Da mesma forma, a análise de abrangência passa – explicitamente – a fazer parte da ação corretiva. Diversas organizações consideram que a análise de abrangência seria uma abordagem preventiva.
 
3. Conhecimento organizacional
Existe uma grande tendência de a documentação dos Sistemas de Gestão apresentar os processos em suas “condições normais de temperatura e pressão”.
A DIS 9001 2014 apresenta um requisito específico sobre Conhecimento Organizacional (7.1.6).
Esse é um tema que pode trazer grandes benefícios para as organizações. Para ilustrar, em Nota, o DIS faz referência à “captura do conhecimento não documentado” de experts da própria organização.
A tendência é que a documentação do Sistema de Gestão se aproxime do que realmente é necessário para a organização gerenciar seus riscos e ter sucesso no atingimento de seus objetivos.
 
4. FOFA ou SWOT
O requisito 4.1 já no texto padrão do Anexo SL faz referência às questões internas e externas que sejam relevantes e que possam afetar a capacidade da organização atingir seus resultados pretendidos.
Embora – naturalmente – uma Norma Internacional de Sistema de Gestão não seja prescritiva em relação a ferramentas, esse tema nos remete quase que automaticamente às matrizes FOFA (Forças – Oportunidades – Fraquezas e Ameaças) ou SWOT, para os que preferem a sigla em inglês.
O que de mais relevante existe aqui é a conexão entre o Sistema de Gestão e o contexto externo no qual a organização está inserida. Em outras palavras, a conexão entre o  Sistema de Gestão e as Estratégias.
 
5. Controle de mudanças
Uma das preocupações do Anexo SL está relacionada às mudanças (8.1). Tanto as planejadas (que devem ser controladas), quanto as não-planejadas (que devem ter suas consequências analisadas criticamente).
O DIS 9001 2014 avança nesse tema em 8.5.6 ao requerer a análise crítica e controle das mudanças não planejadas.
Quando integramos ferramentas de gestão de mudanças às do conhecimento organizacional, o Sistema de Gestão ganha em robustez.
Este é um processo necessário para controlar os fatores que criam ou possam criar mudanças e para garantir que essas mudanças sejam benéficas. Determinar se efeitos colaterais indesejados não ocorreram e gerenciar a provação das mudanças.
 
6. Ferramentas para a gestão de riscos
Requerido em 6.1 do texto comum apresentado no Anexo SL, uma fonte de informações extremamente útil para as organizações é a Norma ISO 31010, que apresenta diversas metodologias, com aplicações típicas e orientações para uso.
Dessa forma, as organizações poderão selecionar as ferramentas mais adequadas ao seu Sistema de Gestão.

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